A partir de um desequilíbrio hormonal, as fêmeas não castradas passam a produzir progesterona (hormônio sexual feminino) em excesso. Em paralelo também podem ocorrer alterações nas células da mucosa uterina. Cistos aparecem e soltam uma grande quantidade de líquido dentro do útero, provocando aumento de tamanho do órgão e vazamento da secreção através de vagina. Então, uma infecção bacteriana secundária que transforma o material que está dentro do útero em pus.
Sintomas
• Corrimento vaginal (que pode variar de sanguinolento a mucopurulento, ou pode estar ausente, no caso de uma piometra fechada);
• Apatia;
• Falta de apetite;
• Aumento da ingestão de água e da produção de urina;
• Vômito;
• Cólicas;
• Dificuldade de locomoção;
• Lambedura excessiva a fim de limpar o corrimento.
Não tente diagnosticar doenças por conta própria, a auto-medicação é perigosa para pessoas e animais! A piometra é uma doença bastante comum, um perigo real, e não deve ser ignorada.
Através de raio X é possível fazer apenas um diagnóstico presuntivo, que deve ser sempre analisado com o quadro clínico e o hemograma. A ultrassonografia é o melhor método para confirmação da suspeita clínica.
Apesar da maioria dos casos se manifestar em cadelas a partir dos cinco anos de idade, a piometra pode atingir animais mais jovens. Há uma mentalidade errônea que induz as pessoas a cruzar suas cadelas para evitar a doença. Acasalar a fêmea a fim de prevenir a infecção não é um método garantido.
A única maneira de prevenção e também tratamento é a castração. Com a retirada do útero, ovários, e trompas, eliminamos de vez o risco da piometra e todas as doenças que poderiam acometer tais órgãos, além de diminuir também o risco de tumores de mama.
Castração é sinônimo de saúde. Converse com seu veterinário. |  | |